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Tempestade

Tempestade

Quero semear ventos
Isso mesmo
Pra colher tempestade
Pra colher aquele toró
Pra fazer uma festa  na chuva
Tomar vinho e dançar
Samba de roda molhado
Pra bendizer e celebrar 
O perdão e a graça divina
Que insiste em nos encontrar
E nos acarinhar além do mérito
Pra expulsar
o desassossego do peito
Não pra ignorar os mau zelos
Sim por mais guerras
de travesseiros 
Por mais abraços-novelos
Pra juntar os cacos
Pra costurar os buracos de um coração alvejado
De uma alma livre, às vezes perdida
De um corpo fatigado
Que ainda não aprendeu a amar

Literatura

EternizArte
Fabiana Amorim
Fabiana Amorim Seguir

Às vezes sou estrela Às vezes peregrina Sou também vento E, por vezes, Brisa leve De vez em quando Tempestade Mas, Em raros e bons Tempos me torno flor

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