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Sesmarias esquecidas

Sesmarias esquecidas

 

Entre a areia e o mar

dunas esparramam-se,

suavemente entregam-se,

em praias infindáveis

sob ondas a arrebentar.

 

Na intensidade da arrebentação

ouriço, marisco e mexilhão

observam a briga com tristeza,

pois, entre o mar e o rochedo

não há espaço para folguedo.

 

A vida no alagado distante

emerge do vibrante mangue.

Entre o mar e o rio ressurgente

reina o caranguejo imponente

no seu reino de lama latente.

 

Reinos de areia, rocha e lama,

aprazíveis sesmarias esquecidas,

onde a natureza habita e clama,

vivendo a paz tão reverenciada,

distante da corrompida ganância.

Literatura

EternizArte
Helio Valim
Helio Valim Seguir

Alguém interessado em usar a poesia como uma crônica poética do cotidiano, com realismo e imaginação. Com mais de 30 anos no magistério superior tendo lecionado em Instituições de Ensino no Rio de Janeiro. Mestre em Engenharia.

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