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Rio e ribeirinho

Rio e ribeirinho

 

Rio avenida!

A todos desafia

para jornada sem fim,

por igarapés e afins!

Barco, baleeira, voadeira...

 

Rio moradia!

A vida acorda, tardia,

apoiada em estacas,

em redes esticadas!

Casa, flutuante, palafitas...

 

Rio mercadoria!

Na margem, no mercado

tem erva, peixe no atacado

e fruta nativa que convida!

Porto, trocas, correria...

 

Rio harmonia!

Cheia e vazante, todo dia,

conversam com a mata.

A enchente dá a vida,

mas, também, alaga e mata!

 

Cumprindo acordo fluvial

convivem rio e ribeirinho,

acreditando ser tudo normal

onde o rio é o vital caminho

de seu cotidiano natural.

Literatura

EternizArte
Helio Valim
Helio Valim Seguir

Alguém interessado em usar a poesia como uma crônica poética do cotidiano, com realismo e imaginação. Com mais de 30 anos no magistério superior tendo lecionado em Instituições de Ensino no Rio de Janeiro. Mestre em Engenharia.

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