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Olhar Paraty

Olhar Paraty

 

Eu olho com o olhar

de quem quer ver.

Olho para ti

bela Paraty!

 

Seu sentir caiçara,

seu vigor quilombola,

o cheiro do pirão

de farinha de mandioca.

 

O sabor da cachaça,

da banana-da-terra

com caldo de peixe.

Não há quem se queixe.

 

Suas ruas lavadas

na maré alta.

Na baixa maré

O calçamento ressalta.

 

Calçamento de pedras,

Pé de moleque,

calçamento de lágrimas

de vidas escravas.

 

Eu olho com o olhar

de quem quer ver.

Olho para ti

eterna Paraty!

 

(heliovalim.blogspot.com)

 

Literatura

EternizArte
Helio Valim
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Alguém interessado em usar a poesia como uma crônica poética do cotidiano, com realismo e imaginação. Com mais de 30 anos no magistério superior tendo lecionado em Instituições de Ensino no Rio de Janeiro. Mestre em Engenharia.

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