[ editar artigo]

O grito silencioso dos excluídos

O grito silencioso dos excluídos

A tela “O Grito”, obra do pintor norueguês Edvard Munch, foi criada em 1893 e ganhou três novas versões ao longo do tempo. Segundo a professora Rebeca Fuks, Doutora em Estudos da Cultura (PUC-RJ): “as formas distorcidas e a expressão do personagem revelam a dor e as dificuldades que a vida pode apresentar, resultando no grito, uma forma de expressão desse sentimento”. Pode-se fazer um paralelismo entre a intensidade dessa obra expressionista e a realidade de inúmeros grupos sociais oprimidos.

Essa exclusão é exposta pelo movimento “O Grito dos Excluídos”, que reúne diversas manifestações, ocorrendo há mais de 25 anos, durante a Semana da Pátria, tendo como objetivo a denúncia da precariedade da vida de grupos sociais e a proposição de caminhos para a sua inclusão. A educação libertadora, como ferramenta de inserção, é o canal de expressão desse movimento.

Arauto do grito dos excluídos, o educador e filósofo Paulo Freire, propôs uma educação crítica como sustentação da transformação social. Em seu livro A Pedagogia do Oprimido afirma: “Nenhuma pedagogia que seja verdadeiramente libertadora pode permanecer distante dos oprimidos, tratando-os como infelizes e apresentando-os aos seus modelos de emulação entre os opressores. Os oprimidos devem ser o seu próprio exemplo na luta pela sua redenção”.

Os oprimidos não sussurram, eles gritam, e através da educação devem ser ouvidos!

Centenário de Paulo Freire. Em 19 de setembro de 2021, o Patrono da Educação Brasileira completaria 100 anos.

Literatura

EternizArte
Helio Valim
Helio Valim Seguir

Alguém interessado em usar a poesia como uma crônica poética do cotidiano, com realismo e imaginação. Com mais de 30 anos no magistério superior tendo lecionado em Instituições de Ensino no Rio de Janeiro. Mestre em Engenharia.

Ler conteúdo completo
Indicados para você