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Liberdade

Eu tenho essas páginas e cartas rasgadas,
desabadas no chão de quando éramos mais
jovens. E meu coração ficou pesado.
Jamais quero amá-la novamente.

Agora somos livres, agora somos distantes.
Nada vai poder mudar isso, nem o tempo que
debocha dos sentimentos, nem os pensamentos
que a boca não ousa deixar escapar.

Sua alma é preta e branca, e dançamos nas sombras
da noite, no pico de um vale silencioso e solitário.
E percebemos que não ficamos livres, mas morremos.

Sua carne, ossos, pele, a memória de cada dia  cinza de pecado,
tudo faz parte de mim agora, até o coração despedaçado que
                    [me mata todos os dias.
Renasço insanamente a cada memória solta no chão, a cada
                    [carta de amor na estrada.
 

Literatura

EternizArte
Roberto Frias Filho
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Roubei o computador do Poupa Tempo, fiz um gato na internet do vizinho, tudo para escrever bobagens. Logo serei preso, e quem sabe se na cadeia poderei continuar essa jornada frustrante de escrever esse monte de lixo. Viva o ostracismo!

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