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Insidiosa solidão

Insidiosa solidão

 

Olhos tristes suados

olharam, empapados,

um morno sol poente

esquecido no horizonte.

 

Nuvens cálidas choraram

frias lágrimas cadentes,

que molharam carentes

filamentos de algodão.

 

Tão óbvio entardecer

ganhara, então, nova leitura

tentando, apenas, esquecer

qualquer gota de ternura.

 

A basilar angústia tardia,

sorrateia, nos invadira.

Ao soar de retumbante tambor

a tempestade mostrara seu vigor.

 

Insidiosa solidão impusera

sua presença cortante,

como um raio que rasgara

insípido escarlate celeste.

Literatura

EternizArte
Helio Valim
Helio Valim Seguir

Alguém interessado em usar a poesia como uma crônica poética do cotidiano, com realismo e imaginação. Com mais de 30 anos no magistério superior tendo lecionado em Instituições de Ensino no Rio de Janeiro. Mestre em Engenharia.

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