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Espinhos

Espinhos

No reflexo 
Dos primeiros raios de sol 
Sob o mar 
Estreia uma beleza sublime
Brilham e piscam intensamente
Como chuva de prata
Mas não chove aqui dentro
Mas não mergulham o bastante
Existem muitas falésias
Em mim
A garganta não desentala 
Uma dor fina e funda que não descansa
E água os olhos
Ahh... os olhos
O mundo dos olhos é vasto
Mas não mergulham na Rosa
Só contemplam
Não penetram
Não rompem
São os espinhos
Sobram na Rosa Aspereza e dor
Não fere mais que isola
Quem se achega
E dilacera a própria carne
Da Rosa
No anseio pela luz do Redentor
A busca pela chave não se cala na resposta
Mesmo vasta
A Minha graça te basta

Literatura

EternizArte
Fabiana Amorim
Fabiana Amorim Seguir

Às vezes sou estrela Às vezes peregrina Sou também vento E, por vezes, Brisa leve De vez em quando Tempestade Mas, Em raros e bons Tempos me torno flor

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