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Morte súbita

Morte súbita

 

Meu corpo ferido dói

As lágrimas caem mornas

Salgadas nos meus lábios

Que ainda ontem guardavam o doce

E suave sabor dos seus beijos

Ouço o silêncio

Alto demais

Fere meus ouvidos

O coração tropeça

No ritmo acelerado da sua ausência

Intoxicante .

Exigente.

Inescapável.

A garganta não se ocupa mais com seu gosto

É um nó

Que percorre cada partícula do meu ser

E transborda

Explodindo num som animal

O uivo de um animal ferido

Abatido

Que foi entregue á própria sorte

Deixado sozinho para morrer

E sem força para lutar,

Aceita seu destino.

 

 

Concurso Poiésis EternizArte

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Talita Bueno
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Criadora de conteúdo erótico. mãe de três filhos adolescentes.

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