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Sob a perspectiva da vagina

Sob a perspectiva da vagina

Como num sonho, como uma sina,
como cadela, como vadia,
como vaca, como concubina,
ou meretriz, ou apenas menina.
É você que, esplendorosa,
arredia as pernas e mostra
a profundez da sua vagina.

Era larga, era bela
era a vagina profunda e singela
vagina de menina 
vagina de ninfeta
vagina minha; e quando vista
é obra de museu.

Macia e com pétalas rosas;
clitóris eriçado: era assim o gineceu.
Peluda e aflorada feito floresta viva
em que todo tipo de incêndio ardeu.

Como uma gata cuja acidez é felina
ou a revolução de Xinhai que se faz na China
toda essa insurreição viva se faz possível, porque a menina, numa sina,
abriu as pernas para o mundo
na rebelião de nossas próprias vaginas.

 

#Poesia #Concurso #Eternizarte

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Nina Gomes
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moralmente depravada, boba, subversiva, e tudo que vem é inacabado

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