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PONTO CEGO

PONTO CEGO

PONTO CEGO

A ver... Aqui d'onde olho nada vejo:
Eu não sei o que fazes ou o que sentes.
Eu só sinto que tu, de facto, mentes
Acerca do que entendes por desejo.

Pois, se tu me quisesses, sem gracejo,
Mostrarias o oculto a minhas lentes,
Visto que nos meus olhos displicentes
Toda a tua inconstância lacrimejo...

Eu, com efeito, choro a tua ausência
Como fosses sabida inexistência
Ao largo d'uma vida bem vivida.

Talvez te sonhe, linda, no que ignoro.
E, ao imaginar na ausência, eu tanto choro
O teu olhar que ao nada me convida.

Betim - 25 207 2020

EternizArte
Ricardo CUNHA
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Escrevo. Gosto de escrever. Se sou escritor ou poeta, eu deixo para o leitor ponderar. https://medium.com/@arqt.ricardoc

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