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O AMOR DE ALGUÉM

O AMOR DE ALGUÉM

 

É isto mesmo: quero morrer de amor:
que o coração enlouquecido pare
no auge do mais intenso ardor,
mas Deus, peço-te, não me desampare.

Não me tire nunca dos beijos benfazejos,
não interrompa jamais os abraços,
pois não esperam os meus desejos
mesmo que sejam segundos escassos.

Quero viver esse momento até o fim:
o corpo quente arrancando arrepio,
o sangue explodindo louco assim
na vibração mais doida de um cio.

Será, nesta vida, o meu último gesto:
quero sentir todo o prazer de amar,
mas com olhos de não presto,
quando meu rio infrene chegar ao mar.

Que a morte zombeteira então venha
em um grito de conquista, de vontade.
Não esperem que eu me contenha:
eu quero mesmo é acordar a cidade.

Em cada canto, todos hão de saber
que este mundo não vale um vintém,
se até o último minuto não for para ter
o amor intenso, doido e safado de alguém.



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