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MORDAZ

MORDAZ

 

Até hoje ainda és lembranças,
Todas as manhãs te cantava em versos, 
Hoje és mudez que ronda em mim,
Já não sei poetizar você,
É ainda em mim és inspiração implícita.
Exaurida de tanto pensar em ti,
Adormeço em meus pensamentos descontentes,
Sem vida, aniquilados...
Em noites tempestivas naufragas em meus sonhos,
Acordo e tu habitas meu ser.
Quero te expulsar, demônio, dos meus desejos infindos,
De todos os meus dias e noites de perdição carnal,
Mas como? És terremoto, maremoto em mim...
Ferve em minha alma dia e noite sem fim,
Passeia esparramando peçonha no meu corpo,
Já não encontro o caminho de volta.
Meus pensamentos pertinazes ficam,
Ancoraram você na minha vida,
Tento te abortar e não consigo,
Tu és febre escarlate em mim.
(Petronilha Alice Almeida Meirelles)

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PETRONILHA ALICE ALMEIDA  MEIRELLES
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PROFESSORA MESTRE E LÍNGUA PORTUGUESA, LINGUISTA, PSICOPEDAGOGA, ESCRITORA DE LITERATURA INFANTIL E POETISA.

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