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INCERTO FINITO

INCERTO FINITO

O trem parte da estação num destino vão e incerto,

Certo, há somente a rota presa por seus dormentes

Marcando sua trilha e acorrentando-o sem correntes

O futuro é impreciso e quase sempre encoberto.


Na janela, ao longe o sol brilha, rompendo as montanhas

O sábio protege-se dos raios, habitando suas sombras,

Esgueirando-se pelos corredores, já um tanto cansado,

Elas agora também são passageiras, juntas ao meu lado.

 

O vento que embala as árvores lá fora, rasga o céu,

O espaço se enfumaça, com marcas voando ao léu.

Em seguida a locomotiva diminui sua velocidade,

Uma breve parada me aguarda, uma nova cidade.


Novos destinos agora se cruzam nos vagões,

Ajeitam-se por entre os corredores, espremidos

Viajantes audazes, alguns procurando soluções

Muitas idas e vindas, outros já vão esquecidos...


Como testemunhas só o meu olhar e a minha memória

Soa o apito, e lá vou eu, rumo ao meu incerto finito.

Queira Deus,  que eu mantenha a minha trajetória,

E, no final da linha, encontre um descanso no infinito.

 

 

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