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Fingimos não aceitar

Fingimos não aceitar

 

Vivemos a “Carnis Valles”,

na evolução do “Entrudo”,

esperando “Cinzas” chegar!

Enquanto jogam de tudo

fingimos não aceitar.

 

Jogam todos contra todos

em injúrias e difamações

com narrativas e agressões

sob o profanado manto

da liberdade de expressão.

 

O prazer de tal cinismo

evolui do simples sarcasmo

de jogar “limões de cheiro”

à profanação, por inteiro,

da alma e carne da verdade.

 

Nos prazeres da festa da carne

falsear o real não é novidade,

sendo incredulamente natural.

Mas, quando encarado com fatos

o escárnio confirma-se imoral.

 

Uma referência: “Limões de cheiro” eram esferas, do tamanho da palma da mão, no formato de limões ou laranjas, confeccionadas em cera, preenchidas, usualmente, com água perfumada, uma “febre” nos carnavais de antigamente, do início a meados do século XIX, no Rio de Janeiro, vendidos no Entrudo, no período do Carnaval (do latim Carnis Valles).

Conheçam o livro: "Isolamento, do Caos ao Imaginário" em: https://kotter.com.br/loja/isolamento-do-caos-ao-imaginario-helio-valim/

 

EternizArte
Helio Valim
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Alguém interessado em usar a poesia como uma crônica poética do cotidiano, com realismo e imaginação. Com mais de 30 anos no magistério superior tendo lecionado em Instituições de Ensino no Rio de Janeiro. Mestre em Engenharia.

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