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"Faz meu açaí, quem manda aqui sou eu e você está na minha cidade".

Açaí, algo tão doce pra

Um ser amargo e sem brilho

Pois alguém assim merece

Só o farelo do milho

Aquela mulher é cupim

Ou parente de gurgulho.

 

A sociedade sofre

Lamentando sua dor

Com pessoas sem caráter

Que encarna o opressor

Se julgando melhor ser

Do que um trabalhador.

 

Sai com o nariz  em pé

Pensa ser dona do mundo

Exigindo obediência

Cidade é sua como tudo

Ali preto é humilhado

Por um ser infeliz imundo.

 

Têm bocas que são sepulcros

Quando abrem é só podridão

Ferindo a alma do próximo

Pois não tem como irmão

A cor da pele é troféu

Que subtitui o coração.

 

Todos os dias um escândalo

Racismo é denunciado

Pelas redes sociais

Na presença de delegado

Imagine antigamente

Que não era criminalizado.

 

A preto, não davam valor

Era igual terreno ou gado

O "dono" tudo podia

Que não era investigando

Essa Era já teve fim

Não aceitamos ser humilhados.

 

 

 

 

 

 

 

 

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Cristina Sales.
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Poetisa, cordelista já participou de varias antologias poéticas é membro imortal das academias: Academia Independente de Letras (AIL), membro fundadora da Academia Internacional Mulheres das Letras AIML) e Comendadora arte literária brasileira.

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