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Devaneio

Devaneio

 

A manhã acordou fria,

descortinando a paisagem nívea,

repleta de reflexos prata.

 

Enquanto a terra grata

suava gotículas nobres,

cerzindo de modo indelével

a tenra noite passada...

 

No meio do bosque distante,

uma pequena choupana de madeira

derramava fumaça pela chaminé

de sua singela lareira.

 

O aroma doce amargo

do café caseiro torrado,

fazia com que a manhã,

entorpecida pela fragrância,

relutasse pelo primeiro gole do dia...

 

Enquanto a árvore próxima,

aquele secular carvalho,

transpirava em alegrias,

murmurando suave melodia

composta pelo animado respingar

de uma cristalina gota de orvalho...

EternizArte
Helio Valim
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Alguém interessado em usar a poesia como uma crônica poética do cotidiano, com realismo e imaginação. Com mais de 30 anos no magistério superior tendo lecionado em Instituições de Ensino no Rio de Janeiro. Mestre em Engenharia.

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