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AVALANCHA

AVALANCHA

AVALANCHA

Hei sido reticente do quando ou onde...
Entanto, acima das nuvens, na jornada
Surpreendo neblinosa outra alvorada:
Eu berro e nem o abismo me responde!

Encadeei as palavras, mas aonde 
Irão quando o infinito tende ao nada? 
Nem m'especularão a derrocada,
Visto quanto a geleira mal esconde.

Eu e meus planos vamos muito em breve,
Despencar, um por um, d'aquela rota
Em cujo aclive a noite me deteve.

Pois apesar da esplêndida derrota,
Escreverei meu nome sobre a neve
N'um glaciar em degelo, gota a gota...!

Belo Horizonte - 11 04 1998

EternizArte
Ricardo CUNHA
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Escrevo. Gosto de escrever. Se sou escritor ou poeta, eu deixo para o leitor ponderar. https://medium.com/@arqt.ricardoc

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