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Açoitado

Açoitado

Sentei-me contemplado o mar infinito

Procurei entre as ondas algum vestígio teu

Alguma marca no mar, um rastro qualquer...

Por segundos vi tua imagem refletida no sol.

 

Como te encontrar nesse imenso labirinto,

Num horizonte de emoções que jamais foi meu?

Onde somente me quisestes em raios de prazer

Quando pudeste, o teu amor nunca foi meu igual.

 

Já cansado, deito-me na areia por breves minutos

Observo que a brisa, de leve, para longe te levou

As ondas apagaram as pegadas que pudesse haver

Por certo, não querias ser encontrada afinal.

 

Adormeci, e pela natureza então, fui açoitado

No meu corpo, só as marcas que o tempo deixou

Fiquei dolorido, meu corpo inteiro a sofrer...

Não vou superar, resta-me o vento, o mar e o sal.

 

Márcio Paz Martins

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